Manipulação psicológica: como identificar?

A manipulação psicológica é o tipo de violência mais difícil de identificar. Ela começa aos poucos, conforme o abusador vai ganhando espaço por meio da confiança e do afeto. 

É por isso que ela acontece especialmente dentro da família e em relacionamentos amorosos. Porém, não apenas isso. A manipulação psicológica também está presente na política, no trabalho e nas amizades.

O objetivo do manipulador é tornar a vítima escrava dos desejos dele, fazendo-a se sentir mal sempre que discordar. Veja quais as estratégias mais comuns de manipulação psicológica!

Ameaças

O manipulador costuma ameaçar o outro de forma passiva-agressiva. As ameaças nem sempre são agressões ao outro, elas podem ser ameaças de término, suicídio ou de não satisfazer alguma necessidade.

Eles costumam tocar em pontos que são importantes para vítima e usam a mesma ameaça mais de uma vez, enquanto ela dá o resultado desejado.

Menosprezo

O manipulador só vai conseguir manipular uma pessoa com baixa autoestima. Por isso, ele vai investir em fazer a vítima se sentir fraca, burra, feia, má e descontrolada.

Começam tratando suas queixas e sentimentos como inapropriadas e exageradas. Minimizam dores, deixando a vítima insegura a respeito do que está acontecendo.

Além disso, tratam a vítima como se ela não fosse merecedora de um(a) parceiro(a) tão incrível assim. Dizem que seu trabalho, suas qualidades e hobbies não são tão bons assim.

Explosões de raiva e agressividade

Quando o manipulador sente que não está conseguindo o que quer e percebe que está perdendo o controle, usa a violência para recuperá-lo. Assim, costuma “explodir” e falar coisas que diz ser “da boca pra fora”.

Algumas pessoas que convivem com manipuladores costumam relatar situações que quase chegaram a agressões físicas. Gritos, aproximações brutas e gestos podem causar medo na vítima, que só pensa em o que fazer para o manipulador parar.

Distorção de fatos

O manipulador tem sua própria forma de entender os fatos. Ele vê malícia onde não há, se sente atacado ou ofendido constantemente. Assim, torna situações comuns, como visitar a família, um fardo para o companheiro ou para os filhos.

As discussões também se tornam muito mais intensas por causa desse hábito. Desta forma, problemas cotidianos se tornam gigantes e sem solução. 

Vitimismo

O manipulador vitimista, usa a pena como arma. Este, se coloca em uma posição de vítima, para fazer a vítima parecer agressora. Assim, cada vez que acontece algo que ele não aceita, coloca em evidência toda a “injustiça” que está sofrendo.

Além disso, conta a história da sua vida como se fosse uma história de tragédias, sempre sendo a vítima. Fala de suas conquistas frisando os sacrifícios que precisou encarar.

Ciúmes e controle

A pessoa controladora pode se definir como introspectiva ou reservada e fará a vítima se sentir mal se não for assim também.  Para o manipulador conseguir controlar a vítima, ele precisa afastar dela todas as pessoas que podem lhe abrir os olhos.

Então, construirá barreiras que dificultaram os relacionamentos da vítima. Sejam família, amigos ou colegas, todas as pessoas têm um defeito que serve de motivo para o afastamento. Ninguém parece ser bom o suficiente para se relacionar com eles. 

Alguns manipuladores escolhem controlar redes sociais e não aceitam a presença virtual de pessoas que considera “inapropriadas” para o relacionamento. Por isso, muitas pessoas podem ser bloqueadas ou excluídas.

Entre outras coisas, gosta muito de colocar limites nos relacionamentos que a vítima constrói. Diz como ela deve se comportar no trabalho, na escola ou em qualquer lugar fora de casa.

Excesso de cuidado

Essa é a forma mais sutil de todas! A pessoa manipuladora faz tudo o que pode para agradar a vítima, seja com presentes ou com atividades cotidianas.

Com isso, se sente no direito de exigir que seus desejos sejam atendidos. É uma forma sutil de fazer a outra pessoa se sentir culpada por não aceitar. 

Esse manipulador não faz coisas boas porque ama o outro, mas porque deseja receber algo em troca. Porém, ele faz tantas coisas, que fica impossível para a vítima compensar tudo.

Author:
Teóloga e estudante de psicologia. Com experiência em dependência química, transtornos alimentares e relacionamentos conjugais e familiares.

Contact Us

Remarcações podem ocorrer até 3 hora(s) antes sem custo adicional