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O que causa relacionamentos distantes

A maioria dos casais distantes emocionalmente apresentam um comportamento em comum. Esse comportamentos é o mecanismo de defesa evitativo.  Neste artigo, vou te explicar como isso funciona.

O que é comportamento evitativo

O comportamento evitativo, de acordo com a Teoria dos Esquemas, é uma resposta defensiva que surge da tentativa de proteger-se de emoções dolorosas ou ameaças percebidas. Essas situações podem incluir confrontos interpessoais, situações emocionalmente carregadas, riscos percebidos ou até mesmo situações que possam expor suas fraquezas ou deficiências.

O comportamento evitativo pode assumir várias formas, incluindo a evitação de situações desconfortáveis, o silêncio durante conflitos, a repressão de emoções ou o distanciamento emocional dos outros. Embora essas estratégias possam oferecer alívio temporário do desconforto emocional, a longo prazo, elas podem prejudicar a qualidade dos relacionamentos mantendo o relacionamento em um padrão que não é saudável.

Como a evitação afeta o relacionamento na prática

Indivíduos com comportamento evitativo têm uma tendência marcante de fugir de conflitos e confrontos a qualquer custo. Essa atitude pode acarretar na falta de resolução de problemas e no acúmulo de questões não resolvidas ao longo do tempo, resultando em ressentimento e desconexão no relacionamento. O casal que faz isso é aquele que joga toda a sujeira para debaixo do tapete, porém as dores desses problemas continuam presentes.

A falta de comunicação é outra consequência desse comportamento evitativo. A hesitação em encarar confrontos muitas vezes leva à ausência de diálogo. Parceiros evitativos e distantes podem encontrar dificuldades em expressar suas necessidades, preocupações e emoções, o que contribui para a falta de intimidade emocional e compreensão mútua. Esse comportamento pode ser característica da pessoa ou adquirido no próprio relacionamento, quando percebe que não consegue conversar com o parceiro sem brigar.

Parceiros evitativos tendem a interpretar erroneamente as ações e intenções do outro, alimentando um ambiente de tensão e mal-entendidos. Esse comportamento mina a confiança mútua e compromete a segurança emocional no relacionamento. Quem faz isso são aquelas pessoas que observam muito e buscam interpretar todas as intenções do conjuge, porém não pergunta à ele as reais motivações ou opta por não acreditar nele quando ele as expõe. Com isso, a pessoa cria um enredo particular em sua cabeça sobre o que está acontecendo e termina por viver um relacionamento completamente diferente daquele que o conjuge vive. Quem se comporta como um telespectador do parceiros sem constrói relacionamentos distantes.

O receio de confrontos e a falta de expressão emocional resultam em uma desconexão entre os parceiros. Essa falta de conexão emocional pode gerar sentimentos de solidão e isolamento dentro do relacionamento. Não é possível bloquear somente as emoções negativas. Se você bloqueia um tipo de emoção, acaba bloqueando todas emoções agradáveis também. Então, temos apenas duas possibilidades, sentir tudo ou não sentir nada. Se você decide que vai bloquear sua frustração em relação ao casamento, vai evitar também todo o amor que existe ali. Além disso, os padrões de comportamento evitativo tendem a se repetir ao longo do tempo. A menos que sejam identificados e abordados, esses padrões perpetuam um ciclo de desconexão e conflito que compromete a estabilidade e a satisfação no relacionamento.

Para superar os efeitos negativos do comportamento evitativo, é fundamental que os parceiros reconheçam e compreendam os padrões disfuncionais que estão em jogo e encarem que realmente estão distantes. A terapia de casal pode ser um recurso valioso para explorar questões subjacentes, melhorar a comunicação e desenvolver estratégias saudáveis de enfrentamento. Ao trabalhar juntos para identificar e modificar esses padrões, os casais podem cultivar um relacionamento mais resiliente, amoroso e satisfatório.

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Formada em Psicologia e Teologia, ajuda casais e famílias desde 2016 com Técnicas comprovadas cientificamente.