Ciúme: a dose certa para cada relação

O ciúme é um grande causador de conflitos em muitas relações. Mas, acredite, a ausência de ciúmes também pode ser!

Escolher um parceiro é uma decisão muito importante, pois irá afetar todas as áreas da sua vida, especialmente se houver ciúme. Até para isso é importante que o casal combine e consiga se organizar com clareza.

Cada pessoa entende o ciúme a sua própria maneira. Por isso, combinações sobre o que é aceitável ou não, são bem importantes. Atitudes como compartilhar a senha do celular, viajar sozinho, sair com amigos de outro sexo podem ser um problema se o casal não souber o que é valorizado pelo outro.

O significado do ciúme

Existem pessoas bastante ciumentas e outras que não toleram o ciúme. Qual delas está certa?

Essa é a pergunta errada. O que constrói o relacionamento não é uma pessoa, mas combinação de duas pessoas. Então, não importa tanto a quantidade de ciúmes, mas com quem é compartilhado. Pense no ciúme como uma forma de linguagem. Se o casal tiver linguagens diferentes, não conseguem se comunicar.

Algumas pessoas entendem que o ciúme é uma forma de expressar o amor e a necessidade de tê-lo por perto. Se uma pessoa que pensa assim se une com alguém que não é ciumento, pode pensar que não é amada, pois o outro não sente ciúme. Ao mesmo tempo, quando o outro sente ciúme, essa pessoa se sente valorizada e importante.

Por outro lado, alguém pode pensar que o ciúme é uma forma de opressão e controle. Se alguém assim se une a um ciumento, poderá sofrer como se estivesse em uma relação abusiva, pois sentirá que está perdendo a sua liberdade. Se esse alguém ficar com outro que também não é ciumento, se sentirá livre e respeitado.

O que importa não é se existe ou não ciúmes, mas se relacionar com uma pessoa que tenha os mesmos valores e prioridades. Observar e conversar abertamente sobre isso, poderá ser decisivo na relação.

A necessidade de equilíbrio

Escolher uma pessoa que compartilhe do mesmo significado sobre o ciúme é fundamental para que a relação não seja causadora de sofrimento. Os dois precisam estar maduros para ouvir e aceitar as necessidades emocionais.

Ninguém poderá fazer alguém sentir mais nem menos ciúme. Se essa mudança acontecer, deve ser internamente, pela própria pessoa, em seu próprio tempo. Se o casal não conseguir combinar a melhor forma de lidar com isso e produzir sofrimento, é necessário repensar o relacionamento como um todo.

Também pode ocorrer ciúme obsessivo ou patológico, estes podem ser resultados de profundas inseguranças, originadas ao longo da vida. Podem ser presentes em pessoas que presenciaram traições nas suas famílias de origem ou de pessoas que já foram traídas, além de outro casos.

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Author:
Teóloga e estudante de psicologia. Com experiência em dependência química, transtornos alimentares e relacionamentos conjugais e familiares.

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