Descubra se é amor ou carência

Carência e amor sentimentos que podem ser difíceis de serem discernidos quando estamos envolvidos por algum deles. Por isso, diversas pessoas começam relacionamentos motivados pela carência. Atenção, carinho e medo da solidão podem colocar uma pessoa em relacionamentos problemáticos.

Se você está inseguro a respeito dos seus sentimentos, leia essas comparações e veja onde a sua realidade atual se encaixa mais. Se o resultado for carência, pode ser importante buscar ajuda profissional para entender qual é a melhor forma de prosseguir.

Como os relacionamentos começam

A pessoa que está solteira e carente sente muita falta de namorar, ganhar afeto e ter um relacionamento de confiança e intimidade. Por isso, faz o possível para se conectar a possíveis companheiros. Abre contas em sites de namoro, sai para lugares estratégicos, tem seu olhar atento aos pretendentes em qualquer lugar que vai. Resumindo, se torna praticamente uma caçadora.

A carência não está preocupada sobre qual pessoa vai preencher a vaga que está vazia, desde que ela seja preenchida. Apenas pessoas consideradas muito estranhas ou que podem gerar algum risco serão descartadas.

Outra característica comum é a necessidade de construir um relacionamento o mais breve possível. A pessoa que está carente não gosta de esperar para assumir publicamente o romance, afinal o sentimento de dependência e posse já se instalou no relacionamento. Assim, pode considerar dois meses se conhecendo muito tempo, por exemplo. 

Além disso, com pouco tempo de contato, já sentem ciúmes e querem participar de tudo o que acontece na vida da outra pessoa. Por isso, podem se ofender quando o outro pede espaço e se sentem magoados sempre que não estão incluídos em algum programa. 

Já o amor, geralmente é uma surpresa, não uma procura. Ele costuma ser alcançado por pessoas que estão felizes solteiras, que se sentem livres e têm uma boa autoestima. Elas não aceitam qualquer relacionamento, não se sentem pressionadas para amar alguém. 

O amor escolhe uma pessoa, o sentimento vai se desenvolvendo ao longo do tempo e se torna relacionamento quando já é maduro o suficiente. Ele não tem pressa de conquistar, pois entende que o que está se desenvolvendo precisa de tempo para ser firme.

Se acontecer um rompimento, a pessoa que ama não sentirá necessidade de logo buscar por outro alguém, diferente da pessoa carente. Porque, para o amor, a pessoa não é substituível. O foco está naquela pessoa, não no bem-estar de estar em uma relação amorosa. 

Como cada relacionamento evolui

A  carência tem pressa para seguir os passos que acredita ser necessário. Por isso, a pessoa costuma ficar medindo o quanto está sendo desejada e quando a relação vai dar os próximos passos, como assumir namoro publicamente por exemplo.  A pressa é uma caraterística da carência, porque ela tem um ideal de relacionamento a ser alcançado, esse é o seu objetivo. 

Enquanto a  carência olha para o objetivo, para o futuro, o amor vive cada momento no presente, exatamente onde ele está. Mesmo que o amor faça seus planos, eles são flexíveis e se adaptam às circunstâncias da vida. Por isso, relacionamentos de amor, costumam se desenvolver de forma mais lenta, como fruto de admiração e respeito. 

A carência é percebida na falta de liberdade

Quem é carente, sem querer, usa a outra pessoa como bengala emocional, ou seja, o relacionamento serve para suprir as necessidades emocionais dela, apenas isso. Por isso, tende a ser egoísta, pensando nos seus próprios desejos e ideais. Por exemplo, o desejo de passar tempo junto com o outro é considerado mais importante para ele(a) do que a necessidade do outro em sair somente com os amigos, por exemplo.

Situações de ciúmes e controle são frequentes, por vezes, sutis, mas sempre estão presentes. O medo de perder o relacionamento também é um incentivador para que esse controle aumente. Para a pessoa carente, tudo é visto como uma ameaça, afinal ela não confia no seu próprio valor, tentando afastar da relação tudo que parece mais interessante que ela.

O amor, opostamente, valoriza e incentiva a liberdade do outro. Pois, entende que é essa energia o que torna o outro quem ele é, admirável, feliz e amável. Quem ama, quer ver seu parceiro realizado e entende que o seu lugar é apenas um pedacinho da vida da outra pessoa. Não quer ser o motivo único da felicidade dele(a) porque tem consciência de que não é capaz, nem quer carregar esse fardo. 

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Formada em Psicologia e Teologia, ajuda casais e famílias desde 2016 com Técnicas comprovadas cientificamente.