Como as dívidas afetam a vida conjugal

Dizer que o amor supera tudo faz todo sentido… até que as dividas chegam! As dividas realmente abalam um casamento, especialmente quando o casal não consegue construir um plano de orçamento em conjunto.

Muitos dizem que o casamento acaba quando a vida financeira está ruim porque um dos parceiros é interesseiro. Mas a realidade é mais profunda que isso. Entenda como uma vida financeira ruim realmente afeta o matrimônio e aprenda a lidar com esses momentos.

Estresse

Quando o casal está endividado, é comum que se sintam sobrecarregados e infelizes, pois precisarão cortar muitos prazeres do cotidiano e precisarão dedicar mais tempo para ganhar dinheiro.

Viagens, jantares e passeios se tornam mais raros e o casal não vive mais tantos momentos de satisfação plena. Isso impede a construção de novas memorias boas. Portanto, as memorias desagradáveis se tornam mais presentes, afastando emocionalmente os cônjuges.

Para isso, é necessário criar momentos no casamento onde o casal consiga se desligar desses problemas por alguns momentos. Assim, poderão focar na relação, compartilhando as emoções e pensamentos a respeito da vida a dois.

Uma caminhada pela cidade ou cozinhar juntos, são momentos que o casal pode viver sem a necessidade de gastar muito dinheiro. Criem novas experiências a dois, até mesmo na vida sexual. Assim, o casal retoma a conexão e podem se afastar de estressores.

Mudança de foco

Todo mundo sabe que relacionamento exige comprometimento e dedicação. Entretanto, fica difícil pensar e ser ativo no bem do relacionamento quando o futuro da família pode estar comprometido.

É natural tirar o foco do casamento para as dívidas, afinal é isso que parece ser mais urgente no momento. Só que em exagero, isso se torna negligência e um dos cônjuges pode se sentir abandonado.

Além do sentimento de abandono, isso gera uma frieza emocional que se torna um muro entre as pessoas. Para resolver isso, é preciso criar uma lista, mental ou física, das prioridades segundo a hierarquia de importância. Assim, você vai conseguir separar o tempo ideal que irá dedicar para cada área da sua vida.

Medo do futuro

Quando tudo fica difícil. é natural sentir medo do futuro, afinal não se sabe como será no ano que vem, ou até mesmo no mês que vem. As ansiedades começam a bater na porta junto com as dívidas.

O sentimento de medo pode ser o mais presente durante o dia, prejudicando a atenção, o sono e outras coisas mais. Olhando só para o futuro, alguns problemas atuais podem ser esquecidos, como a escassez de sexo na relação, por exemplo.

O medo produz pensamentos catastróficos e negativos. Por isso, a pessoa que está ansiosa começa a ver a vida com um óculos de negativismo e um problema pequeno pode parecer um monstro. Isso, com toda certeza, aumenta muito as brigas de casal.

Exercitar a espiritualidade é a melhor forma de vencer o medo. Pois, ela proporciona sensações de segurança que são essenciais para que passa por crises financeiras.

Excesso de trabalho

Parar suprir as dívidas, a maioria das pessoas começam a trabalhar mais. Alguns porque realmente precisam e outros para diminuir a ansiedade. Independente do motivo, o casal precisa criar estratégias para passar tempo juntos, mesmo neste cenário.

O excesso de trabalho rouba tempo do casal, mas precisam lembrar que a qualidade é mais importante que a quantidade. Por isso, quando puderem ficar juntos, sem trabalhar, se dediquem realmente um ao outro.

Estejam próximos, não há obrigação de estar sempre criando novas atividades. O casal pode apenas assistir TV abraçados no sofá. Mesmo em silêncio, é um momento de união e troca de afetos.

Como vencer as dívidas?

Mesmo em casos onde só um trabalha e paga as contas, é importante que a situação financeira seja abertamente compartilhada. Assim, poderão compreender mutuamente exatamente o que têm deixado a outra pessoa estressada.

Sentem-se para organizar juntos um orçamento, o casal realmente poderá conversar sobre o problema para resolver. Desta forma, as dívidas também serão um meio para unir o casal, não para separar.

Author:
Teóloga e estudante de psicologia. Com experiência em dependência química, transtornos alimentares e relacionamentos conjugais e familiares.

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