Eu disse ``Chega!``

Com um relato emocionante e real, a autora conta os detalhes mais sórdidos de um relacionamento abusivo. Nesta obra, fica evidente a força que uma relação abusiva tem na saúde mental de uma pessoa e quanto as suas marcas são profundas.
O mais intrigante, é que a autora não revela apenas os erros do agressor, mas também da vítima, provando que todos tem um pouco de responsabilidade na relação que se estabelece. Parece cruel falar isso em relação a vitima, mas é bom, afinal se somos responsáveis, podemos mudar.
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Cap. 1

Como tudo começou

Cap. 2

A primeira mentira

Cap. 3

Reações quando limites eram impostos

Cap. 4

Se não vou, você também não vai

Cap. 5

A maior traição

Cap. 6

Uma proposta absurda

Cap. 7

Tentativas de terminar

Cap. 8

A gota d'água e, enfim, o fim.

PREFÁCIO
Eu não tinha ideia do que era um relacionamento abusivo mesmo estando em um.
Parecia apenas um namoro complicado, e um dia as coisas seriam resolvidas. Mas eu nem podia imaginar o tamanho e a profundidade das marcas que ele deixaria e que já faziam parte de mim.
Só me dei conta que tinha algo muito errado quando eu cai no chão sentindo uma dor absurda no meu estômago. Ele não estava lá, eu tinha acabado de falar com ele pelo celular. Eu, que sempre fui uma pessoa bastante calma, estava sentindo dor de tanta ansiedade. Neste dia, eu estava em uma viagem de férias, numa praia, ele não foi, mas estava sempre ali, por meio de mensagens de texto e ligações.
Eu já me sentia cercada e sufocada há tempo, mas neste dia, foi o estopim. Aquela
relação não me fazia mal apenas emocionalmente, mas também fisicamente. O termo “relacionamento abusivo” nem existia para mim, porém eu entendi que algo muito importante estava acontecendo e que eu precisava sair logo dessa.
Terminar a relação era um grande desafio, parecia maior do que suportá-la.
Ansiedade, planos e tentativas era tudo o que eu sabia fazer e sentir. Parecia que eu vivia andando em círculos, acreditava nas suas desculpas e nas lágrimas no início, depois nem isso. Mesmo sentindo aversão a ele, terminar a relação parecia impossível.

Como tudo começou
Ele era divertido, estava sempre rindo, contando piadas e fazendo brincadeiras. Nos
aproximamos como amigos ao longo do ano, ele parecia muito esperto, rápido,
inteligente. Percebi que ele sempre se aproximava de mim. Era legal receber essa atenção e saber que alguém me admirava.
Eu sabia que ele queria algo mais do que amizade, mas para mim estava bom assim.
Então, eu nunca dei abertura para que ele demonstrasse seus reais interesses. Ele sabia disso, sabia que não era visto como um possível namorado.
Nesse tempo, eu era apaixonada por outra pessoa. Estávamos juntos por um tempo e depois terminamos. Minha família nunca apoiou essa relação, de fato eu era jovem
demais. Hoje consigo entender os meus que meus pais sentiam.
Eu sofri com essa separação. Ele estava lá quando eu sofri, sempre próximo. Começou a mostrar com mais frequência que se interessava por mim, e eu pensei: Por que não? Ele é meu amigo, me conhece, eu também o conheço bem. Sei que ele é uma boa pessoa, trabalhador, gosta de mim, sempre me respeitou… Dizem que os melhores amigos são bons namorados… Todas as minhas amigas gostam dele. Vou aceitar! Eu vou me apaixonar por ele com o tempo.
Esse foi meu primeiro erro, aceitar me relacionar amorosamente com alguém sem
estar apaixonada. Uma adolescente não entende muita coisa sobre relacionamentos
assim e não tem noção do quanto isso é prejudicial para os dois. Em um final de semana, ele foi até minha casa e pediu aos meus pais que namorássemos. Eles concordaram, mas explicaram que éramos cristãos e que isso significa namoro sem sexo, também significa que eu vou regularmente na igreja e ele  deveria me apoiar nisso. Ele aceitou. Ele já sabia que eu era cristã, então tudo bem.