Dependência química: neurobiologia e comportamento

Droga é qualquer substância natural ou sintética, que ingerida, inalada ou administrada, altera as estruturas e funções orgânicas, afeta o comportamento e leva à dependência, seja por uso ocasional, hábito, vício ou abuso. Tais substâncias produzem mudanças nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional das pessoas, principalmente quando envolve dependência.

As alterações causadas pelas mesmas variam de acordo com as características individuais, emocionais e físicas de quem as usa, da droga escolhida, da quantidade, frequência de uso e circunstâncias em que é consumida. Em 2016 Cerca de 10% da população de centros urbanos de todo o mundo consome abusivamente substâncias psicoativas, independentemente da idade, sexo, grau de instrução e poder aquisitivo.

O vários tipos de drogas

Tipos de drogas

Inicialmente, a droga é usada como uma fonte de prazer e de satisfação momentânea ou como uma forma de compensar as dificuldades da vida. Drogas com efeitos depressores causam a diminuição do nível de atividade do cérebro deprimindo o seu funcionamento. As drogas depressoras também podem causar sensações de prazer e de recompensa.

As drogas estimulantes são responsáveis por produzir no organismo o efeito de aceleramento motor. Pois, contém em suas substâncias epinefrina e dopamina que são estimulantes que atuam no corpo humano através da ação dos neurotransmissores. Algumas substâncias estimulantes são usadas para emagrecimento e para permanecer em estado vigil, no caso de estudantes e motoristas, onde a rotina cotidiana exige mais atividade ativa do que o organismo do indivíduo pode produzir.

A dependência no cérebro: estimulantes

Depression: Facts, Statistics, and You

As drogas estimulantes provocam o aumento da atividade cerebral e, são chamadas tecnicamente de estimulantes da atividade do SNC, estimulando o estado de vigília e da atividade motora. Essas substâncias contidas na droga cooperam com os neurotransmissores estimulantes do organismo da pessoa como a epinefrina e dopamina. 

Para exemplificar as ações das drogas estimulantes no cérebro, é citado o uso da cocaína – pó branco (como farinha) usado por aspiração nasal ou desfeito em água e injetado na veia – que causa alto indício de dependência. Ela libera a dopamina na fenda sináptica por impedir o retorno desse neurotransmissor á sua célula primordial.

Dopamina é um neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Após esse processo, ele fica na fenda repetindo a neurotransmissão, proporcionando ao usuário efeito imediato da droga. Além disso, as substâncias estimulantes geram sensações psicológicas de deslumbramento, euforia, prazer e excitação sexual.

Ao parar de utilizar a droga que, antes, acelerava seu sistema nervoso, o cérebro para de receber a substância que o atingia, desta forma desacelera seus processos. Sem os estímulos nervosos necessários os receptores danificados não são ativados causando a perda dos efeitos estimulantes que antes ocorriam com certa frequência.

Assim, inicia-se a abstinência semelhante as drogas depressoras. As substâncias estimulantes podem provocar abstinência em vários graus diferentes. Drogas mais pesadas, como o crack e a cocaína, podem provocar sintomas extremamente fortes como convulsões, alucinações e ataques cardíacos.

A dependência no cérebro: depressoras

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A principal área ligada aos efeitos depressores são os receptores de GABA que, ao ser alterado pelas substâncias químicas da droga, leva o organismo à sedação e ao relaxamento. As principais drogas deste grupo, como maconha, LSD e ecstasy levam ao usuário à um quadro sério de perturbações do psiquismo, que podem apresentar tanto alterações muito agradáveis ou alterações desagradáveis. 

Drogas com efeitos depressores causam a diminuição de atividade do cérebro deprimindo o seu funcionamento. Elas também podem causar sensações de prazer e recompensa levando ao efeito inibitório e afetando várias partes do cérebro. O mesencéfalo que corresponde a interpretação de sensações pela orientação corporal, o hipocampo que afeta diretamente a memória, e o hipotálamo afetando a respiração e os batimentos cardíacos.

O efeito depressor é mediado pela ação dos receptores de ácido Gama-amino-butírico, conhecido como GABA, esse sistema também é responsável pelo mecanismo de neuroadaptação que é encarregado pelo desencadeamento da abstinência. O GABA tem como resultado o efeito inibitório no cérebro, levando ao relaxamento e a sedação do organismo.

A principal área ligada aos efeitos depressores são os receptores de GABA que, ao ser alterado pelas substâncias químicas da droga, leva o organismo à sedação e ao relaxamento. As principais drogas deste grupo, como maconha, LSD e ecstasy levam ao usuário à um quadro sério de perturbações do psiquismo, que podem apresentar tanto alterações muito agradáveis ou alterações desagradáveis. 

Diversas partes do cérebro são afetadas por este efeito sedativo, tais como o mesencéfalo que corresponde a interpretação de sensações pela orientação corporal, o hipocampo que afeta diretamente a memória, e o hipotálamo afetando a respiração e os batimentos cardíacos. Evidências científicas sugerem que, inicialmente, as drogas depressoras potencializam os efeitos do GABA aumentando os efeitos inibitórios.

A dependência no cérebro: Alucinógenas

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As drogas alucinógenas estão classificadas dentro do grupo das drogas perturbadoras da atividade mental. Elas alteram as sensações visuais e auditivas, perturbam o funcionamento do sistema nervoso central sem deprimir ou estimular as funções cerebrais.

As drogas alucinógenas causam alterações no funcionamento cerebral, desencadeando alucinações e delírios. A causa orgânica que resulta nesses efeitos perturbadores está ligada ao hipocampo e ao córtex retrosplenial que tem sua atividade atenuada em contato com os princípios ativos da droga.

Estudos em animais demonstram que a administração crônica de alucinógenos pode comprometer o sistema endógeno canabinóide com prejuízos na memória, emoção e funções cognitivas.Alteram as percepções sensoriais, no pensamento e nos sentimentos, causando experiências alucinatórias vívidas.

Pode-se definir alucinação como uma percepção sem objeto, ou seja, a pessoa vê, ouve ou sente algo que não existe. Delírio, por sua vez, pode ser definido como um falso juízo da realidade, a partir dele o indivíduo passa a atribuir significados anormais aos eventos que ocorrem à sua volta.

Há uma realidade, um fator qualquer, mas a pessoa delirante não é capaz de fazer avaliações corretas a seu respeito. A razão científica para que esse efeito ocorra está ligada a uma rede particular dentro do cérebro que é responsável pela autoconsciência – o hipocampo e o córtex retrosplenial.

Quando sob o efeito do alucinógeno, o cérebro apresenta uma redução na conectividade dessas áreas. São exemplos de drogas alucinógenas a Maconha, a dietilamida do ácido lisérgico (LSD), o Ecstasy, plantas com propriedades alucinógenas, como alguns cogumelos e anticolinérgicos, que são substâncias provenientes de plantas sintetizadas em laboratório. 

Bebida alcoólica

Drug addiction: Is brain stimulation the answer?

Logo após a ingestão de bebidas alcoólicas, surgem seus efeitos estimulantes, como euforia, desinibição e desembaraço. Segue-se, com o passar do tempo, efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sonolência. Quando o consumo é exagerado, o efeito depressor é exacerbado, podendo até mesmo provocar estado de coma.

Mesmo sem uso contínuo, oferece danos significativos, uma vez que desencadeia a perda de lucidez intelectual, pode acarretar ao sujeito, acidentes fatais. Quando usada em excesso ela pode sensibilizar os neurônios, sucedendo ao usuário irritabilidade, agressividade, inquietação  e paranoia.