Consumo de álcool por adolescentes prejudica o cérebro

O número de adolescentes e, até mesmo, de crianças que bebem álcool aumenta cada dia mais. Muitos podem acreditar que a proibição do álcool tem apenas interesses morais, mas vai muito além disso. O álcool pode trazer consequências irremediáveis se não for utilizado com prudência.

Por dentro da mente adolescente - ISTOÉ Independente

Como a imagem da revista ISTOÉ ilustra, cérebro humano tem um processo de maturação que leva 20 anos em média para terminar. Até esta idade, ele ainda está se desenvolvendo e é afetado de forma mais intensa pelo álcool. A  Forbes explica que, o álcool altera o equilíbrio da química cerebral, afetando comportamentos, emoções e cognições. Todo comportamento que envolve análise de consequências são bem reduzidos, algumas células ainda pode ser mortas e descartadas.

Beber precocemente

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Um artigo publicado na revista científica American Journal of Psychiatry, comparou adolescentes que bebiam álcool com adolescentes que não utilizavam. Os adolescentes que não bebiam álcool eram menos impulsivos, tinham níveis de atenção, memória e velocidade de processamento mais altos

Quanto mais cedo uma pessoa começa a beber, maiores são as chances de dependência alcoólica e mais graves e permanentes são as consequências neurológicas. A investigadora Manuela Grazina afirma que análises em imagiologias provam que existe uma perda permanente de massa cerebral.

O adolescentes não têm condições de tomar decisões sem o auxílio dos pais ou cuidadores, pelo fato do cérebro ainda não estar bem desenvolvido. As regiões responsáveis pelas tomas de decisões e impulsividade ainda não estão maduras.  E quanto mais jovem, mais imaturo será o encéfalo, toda química recebida irá desadaptar a organização neuronal.

Quando o álcool chega ao cérebro

Um estudo realizado na Universidade de Califórnia confirma que o consumo de álcool pode provocar a diminuição da massa cinzenta e impedir parte do desenvolvimento da matéria branca. Isso provoca défices cognitivos como dificuldade de memorizar, dificuldade de manter a atenção e limitações no nível da aprendizagem, o que afeta diretamente o desempenho escolar e profissional.

A dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer,  sofre alterações quando há a presença do álcool no sangue. Com as alterações, o cérebro entende que se continuarmos a beber, sentiremos sempre o mesmo prazer. Isso nos leva a beber cada vez mais e a concentração de dopamina aumenta, alterando o funcionamento saudável do cérebro, gerando vício.